sexta-feira, 9 de novembro de 2018

vRops - Overview part.2


Dando continuidade ao nosso tema overview sobre o vRops, caso você nāo tenha visto a primeira parte veja aqui, hoje iremos falar um pouco sobre a arquitetura do vRops, sobre os tipos de deploy e configurações que possamos utilizar ao definir um design para nosso ambiente.

O vRops pode ser configurado em cluster (2 ou mais nodes) ou standalone. O que ira definir isso pode ser o tamanho do seu datacenter assim como o numero de objetos  que deseja ser coletado através do vRops,

Mas o que é objeto no vRops? Um objeto pode ser uma VM, um host ESXi, um datastore, um servidor fisico e por ai vai.

Para nos basearmos no sizing ideal a VMware disponibiliza o kb.vmware.com/vrops/sizing que nos mostra a capacidade computacional (CPU/RAM) de cada node e os limites de coleta, é um KB extremamente útil ate mesmo após a implantação do vRops para adequarmos o ambiente quando necessário. 

A imagem abaixo ilustra o que seria um cluster vROPs simples, vamos analisa-la e falar sobre como podemos fazer o scale out incluindo novos nodes.



Master Node: É o primeiro deploy realizado, como o nome segure nele é onde será armazenado o principal DB do vRops que armazena toda customização realizada no vRops e o gerenciamento dos demais nodes e suas funções. Em um ambiente standalone o Master Node pode executar todas as funções, coleta, analise, armazena e configuração  dos adapter.

Data Node: Utilizado quando existe a necessidade de distribuição da carga coletada e/ou aumento da capacidade de métricas/objetos a ser coletados, podemos ajustar o DataNode para coletar métricas de específicos adapters caso necessário.

Replica Node: Conhecido como vRops HA(High Availability), é criado a partir de Data Node e utilizado caso ocorra uma falha no Master Node, único node a receber uma copia do Global xDB em todo o cluster vRops.

Remote Collector: Utilizado para coletar métricas de diferentes datacenter, ambientes isolados ou com baixa taxa de rede. O remote collector somente coleta as métricas e as envia para o controller do cluster, onde será analisado e tratado como as demais métricas do ambiente.
Em alguns casos podemos utilizar os remote collector para aliviar as cargas dos data node.

Todos os tipos de node e sizing é realizado a partir do mesmo OFV, apenas ajustamos no momento do deploy de acordo com a necessidade.

Algumas dicas e boas praticas antes de iniciarmos o deploy do vRops:

- Todos os nodes do cluster devem estar na mesma versão:
- Master Node, Replica Node e Data Node devem ter o mesmo sizing de cpu, ram e disk:
- Caso opte em aumentar a CPU/RAM de um node, o máximo permitido é o dobro do sizing inicial:
- Remote Collector pode ser feito o deploy em clusters/sizing diferentes:
- Ao habilitar o vRops HA no cluster o numero de objetos por node diminui 50%:
- vRops HA suporta a falha de somente um Node:

Acredito que com isso ja temos uma boa base para iniciarmos o nosso primeiro deploy, no próximo post veremos passo a passo como fazer o deploy e configurar o Master Node.

Não deixem de comentar se tiverem duvidas, grande abraço a todos.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

vRops - Overview


vRealize Operations Manager - vRops é uma  ferramenta desenvolvida pela VMware para auxiliar o administrator de infraestutura virtual e física nas analises do dia a dia, tais como, performance, utilização do objeto, troubleshooting, visão de capacidade (capacity) atual e futura, monitorar a saude do ambiente e seus componentes, avaliar os riscos e possíveis melhorias a serem aplicadas, e muitas outras coisas que facilita muito as operações do dia a dia.

Você deve estar se perguntando, mas como isso é possível, certo?



Através de diversos mecanismos internos, somente para citar alguns:
- Self-learning
- Service health baseline and trending
- Smart alerts
- Integrated capacity analysis

Através desses mecanismos o vRops tem a capacidade de entender e aprender tudo sobre o seu ambiente, eliminando por exemplo falsos alertas, informando quando determinado recurso ira se esgotar no ambiente e/ou até mesmo lhe dizendo que o sizing de determinada VM não é o correto e que isso pode lhe causar problemas de performance.
A partir da versão 6.6 o vRops é disponibilizado através de um appliance (OVA), não sendo mais possível realizar uma instalação do vRops diretamente nos S.O (Linux e/ou Windows) como em versões legadas. Porem é possível realizar o upgrade até a versão 6.7 caso você ja possua uma versão em RHEL.

Os componentes dentro do appliance vRops são os mesmos das versões anteriores, independente do tamanho do seu ambiente e arquitetura definida, podendo ser alterado apenas as funções (role) que cada node pode ou não executar quando necessário.


Vamos verificar qual a função de cada componente dentro do appliance vRops:

Product/Admin UI
Portal de acesso para as acoes diárias do time de operação e/ou do administrator.

Collector - REST API
Sao os adapters necessário para comunicação e coleta de dados, o mais comum de todos é o adapter do vSphere que conecta em 1 ou N vCenters  para coleta de dados e métricas. 

Controller
Responsável por realizar o mapeamento dos dados coletados e analisar as requisições de consultas ao mesmo.

Analytics
Realiza todo o trabalho de analise dos dados coletados, calculo das métricas, verifica os thresholds processados e realiza a geração de alertas ao ambiente.

Persistence
Armazena todos os dados coletados em seus respectivos databases Global xDB, FSDB e HIS.

Global xDB -  Toda customização realizada no vRops é armazenada neste DB, preferencias do usuário, alertas pre-configurados e alarmes estão presentes aqui. O principal detalhe dessa DB é que ele esta presente somente no MASTER Node  e caso em seu ambiente possua o vRops HA haverá uma copia do Global xDB no REPLICA Node.

FSDB - Toda as métricas coletadas sao armazenadas nesse DB, ao contrario do Global xDB esse DB esta presente em todos os nodes do cluster.

HIS - Historical Inventory Service com esse nome sugestivo ele é responsável por armazenar todo o histórico dos objetos, suas views, propriedades e relacionamentos.

Ao longo desse post você reparou que falei sobre MASTER Node, Data Node, Replica e muitas outras coisas que não foram citados aqui, certo?

Todos esses carinhas fazem parte da arquitetura do vRops, e eu acredito que eles merecem um post dedicado somente a eles, para detalharmos a função de cada um e quando utiliza-los ou não.

Por hoje é isso espero que tenham gostado e fiquem atentos aos demais post sobre vRops, se tiverem duvidas e/ou sugestões são sempre bem-vindas.